| BLOG

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Arteterapia. Como assim?

A TCC é uma abordagem terapêutica estruturada e focada no presente, que trabalha para identificar e flexibilizar padrões de pensamentos disfuncionais e comportamentos inadequados que contribuem para problemas emocionais e comportamentais. É baseada na ideia de que nossos pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados e que estes influenciam nosso dia-a-dia.

A Arteterapia utiliza-se de processos lúdicos (como pintura, desenho, música, colagem, entre outras formas de arte) como meio de auxiliar a expressão de emoções, pensamentos e experiências de uma maneira não verbal, facilitando a comunicação de questões profundas e inconscientes.

A combinação de ambas as abordagens pode oferecer uma gama mais ampla de ferramentas terapêuticas para lidar com questões emocionais e comportamentais, de uma forma simbólica e criativa, com base nas necessidades e preferências individuais de cada cliente/paciente.

Terapia Cognitivo-Comportamental e Arteterapia: ressignificando os sabotadores através dos mandalas.

A terapia Cognitivo-Comportamental – TCC - enfatiza a ideia de que o modo como pensamos afeta nossas emoções e comportamentos. Pensamento, emoção e comportamento estão diretamente ligados, quando um não “funciona” bem, os outros também ficam disfuncionais. Nossas interpretações – pensamentos - sobre as situações têm forte influência na forma como percebemos a nós mesmos, o outro e nosso futuro.

Porém, em muitos casos, é difícil identificar o que estamos pensando ou sentindo. As palavras podem nos faltar, ou não parecerem suficientes para descrever o que nos incomoda, o que nos gera angústia. A Arteterapia nos ajuda a trazer à tona esses pensamentos e sentimentos, de forma lúdica e natural, os conteúdos que não estão conscientes. Nesta metodologia, o paciente pode experimentar-se, facilitando o desenvolvimento e as transformações internas.

Neste caso, trabalhamos a reestruturação do nosso comportamento, e assim, teremos como consequência a flexibilização dos pensamentos e emoções mais agradáveis. A ideia não é mudar o pensamento e deixar de sentir emoções desagradáveis, mas pensarmos em possibilidades funcionais, não excluindo a realidade, mesmo que esta seja desconfortável.

Os sabotadores são nossas reações disfuncionais, que foram desenvolvidos na infância. Porém, nesta fase da vida, nosso cérebro ainda se encontra em sua estrutura mais primitiva e os sabotadores eram necessários para nossa sobrevivência emocional. Ao nos desenvolvermos, eles vão deixando de ser necessários, mas com o “uso” durante muito tempo, eles passam a ser hábitos automáticos no nosso funcionamento e percepção do mundo. Quando eles não são atendidos, é acionado o Crítico Patológico, uma vozinha que fica em nossos pensamentos nos lembrando sempre de coisas desagradáveis e disfuncionais. Esses comportamentos estão quase ou totalmente fora do domínio da Consciência. Para combater o Crítico, precisamos acionar o Sábio, que tem uma estrutura mais criativa e percebe nas situações possibilidades diferentes de resoluções, enquanto o Crítico tem visão focal somente para o negativo. Todos nós possuímos o Crítico Patológico, que vem reforçado por, pelo menos, um ou dois sabotadores (existem 9).

Em meu trabalho clínico, o trabalho com Mandalas tem-se mostrado eficaz no desenvolvimento do Sábio, através das escolhas das formas, das cores, na produção e desenvolvimento de suas próprias Mandalas. Além de trabalharmos esse comportamento, o trabalho com Mandalas trazem à tona, isto é, a Consciência, pensamentos e situações que estão “esquecidas” pelo paciente e que geram sofrimento.

Caso Clínico

Paciente J, 32 anos, casada, trabalha na área de saúde, chegou ao meu consultório em março/18, com queixa de desorganização de suas tarefas diárias e com questões de emagrecimento e falta de continuidade em dietas e tempo para praticar atividades físicas. Não parecia sentir-se confortável para o diálogo, e seu discurso não parecia condizer com a queixa inicial, porém a mesma não faltava a nenhuma sessão. Após aplicar o teste dos sabotadores, o resultado passou a fazer sentido para a paciente e como, estávamos trabalhando comportamento, começamos com o uso dos Mandalas. Seus sabotadores foram: Insistente, Prestativo, Hipervigilante e Controlador. Lembrando que os sabotadores são rígidos e com visão focal.

Iniciei o processo entregando possibilidades de Mandalas para uma ser escolhida. Nesta etapa já trabalhamos a ampliação da visão, a escolha da melhor possibilidade, o olhar para o interno, a descrição de si através das cores, os sentimentos, o fazer criativo. Neste primeiro momento foi possível perceber a diferença dentro do setting do comportamento da paciente, que pareceu mais confortável no ambiente e mais comunicativa.

Posteriormente, o Mandala é feito no papel vegetal, acrescentando ou eliminando elementos do Mandala inicial e a realização de sua própria Mandala.

Nas etapas seguintes são acrescentados Mandalas à serem coloridas com lápis de cor aquarelável, que foram trabalhados sentimentos como: frustração e perfeccionismo (muito forte) e asnisedade.

Em muitas sessões, a paciente expressava que não tinha nada a ser falado, ao fazer as atividades, aconteciam insights e a mesma falava sobre acontecimentos agradáveis e, principalmente, desagradáveis, sendo possível realizar a reestruturação cognitiva dos mesmos.

As próximas etapas poderão ser realizadas com pintura e colagem, porém a sequência é flexível, acontecendo de acordo com a demanda apresentada.

Juliana Mello

CRP: 05/46575

AARJ: 710/0416

Email: entrelinhas.artepsi@gmail.com

Celular: (21)98659-9119

Bibliografia:

https://www.companhiadasletras.com.br/testeinteligenciapositiva/

ROSNER, S.; HERMES, P. O ciclo da autossabotagem: por que repetimos atitudes que destroem nossos relacionamentos e nos fazem sofrer. 16ª ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2018.

Workshop “O uso das mandalas na prática da arteterapia” – Eliana Moraes

Título de Exemplo para o Artigo

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Mauris a euismod turpis, eget ultrices ipsum. Donec fringilla faucibus neque ut facilisis. In lacinia congue velit, tincidunt rutrum mauris ullamcorper vitae. Integer vehicula metus nec nulla luctus commodo. Fusce sodales elit neque, eu luctus ipsum aliquam laoreet. Donec pulvinar ante sit amet eleifend porta. Nunc nec lacus et turpis sodales dapibus vel dapibus leo. Ut placerat porta sem, nec efficitur est porta at. Donec sed pretium nulla.

Vestibulum sit amet faucibus ligula. Donec porta turpis vel tincidunt ullamcorper. Maecenas in risus non nisl lobortis tempus eu ultrices purus. Pellentesque sit amet nulla interdum, rutrum quam ac, elementum ex. Fusce sit amet eros mollis, dignissim dui at, tempor magna. Suspendisse ipsum tortor, tempor ac elit luctus, auctor varius mauris. Mauris ligula tellus, ultricies vitae turpis non, rutrum scelerisque ipsum. Maecenas consequat laoreet purus nec dignissim. Nullam porta, dolor eu posuere consectetur, leo urna tempus lacus, vel aliquam nulla risus at orci. Cras vel venenatis justo, sed iaculis nibh. Proin elementum mi ut turpis eleifend porta. Aenean eget ante quis enim suscipit dapibus. Aenean tempor elit magna, nec volutpat libero finibus at. Fusce ac feugiat est.

Quisque est lacus, molestie vel finibus ut, semper vel turpis. Donec id luctus libero. Donec faucibus aliquet lectus sagittis volutpat. Cras porta pretium sapien a pharetra. Pellentesque commodo lacinia erat, ac ornare dui aliquam in. Nulla aliquet et nisi et tincidunt. Aenean et blandit odio, non aliquet augue. Phasellus ultrices sodales leo et tempus. Fusce tellus lectus, auctor vel mauris vel, dignissim mollis justo. Pellentesque euismod vestibulum ipsum. Quisque mattis semper felis eget maximus. Cras odio nibh, feugiat vitae nisi ut, pulvinar porta nunc. Sed eget tempor eros. Donec auctor bibendum lacinia. Mauris vehicula tristique ipsum, a pretium erat lobortis vitae. Donec tempus sed tortor non suscipit.

Feito comGreatPages